Economia

Novidades

Passageiros de avião devem superar os de ônibus em 2011

Publicado em 22 de março de 2011

Neste ano, o número de passageiros que optam pelo transporte aéreo em viagens interestaduais deverá ultrapassar a quantidade dos que utilizam ônibus, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar).

Em 2010, a Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contabilizou o transporte de cerca de 66,7 milhões de passageiros. Considerando o mesmo período, o número de desembarques de passageiros no Brasil, por voos regulares, chegou a 65,9 milhões, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Turismo, com base em levantamento da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

O número de pessoas que viajam de avião foi um pouco menor do que o dos que transitaram entre os estados de ônibus. Porém, a tendência, conforme informou a associação, é de que essa diferença seja alterada. Só em janeiro deste ano, os desembarques domésticos somaram 6,7 milhões (entre voos regulares e não regulares). No mesmo período do ano passado, foram 5,7 milhões. Segundo dados da ANTT, a tendência de queda no transporte rodoviário de longa distância é observada de forma mais acentuada desde 2008.

“Se seguir essa tendência de crescimento do número de passageiros do transporte aéreo e queda no terrestre, deveremos ter uma inversão. Há vários fatores que indicam esse cenário.  As companhias estão de olho nas classes C, D e até na E, estão ampliando condições de pagamento das passagens, vêm derrubando os preços das tarifas”, citou o presidente o presidente da Abetar, Apostole Lazaro Chryssafidis.

A falta de infraestrutura das estradas e as longas distâncias que separam os estados brasileiros também são apontados pela associação como um dos desafios enfrentados pelas empresas de transporte rodoviário.

“A política econômica atual, de valorização do real frente ao dólar também contribui para que as tarifas fiquem ainda mais competitivas, porque diminui o custo das empresas”, afirmou Chryssafidis.

Do G1, em São Paulo